Imigração Italiana no Espírito Santo

 

Segundo o Arquivo Público do Estado do Espírito Santo, a primeira expedição Trentina, foi batizada com o sobrenome do seu idealizador, Pietro Tabacchi. De acordo com Renzo M. Grosselli, Tabacchi era um italiano oriundo de Trento que já se encontrava no Espírito Santo desde o início da década de 1850, onde adquiriu uma fazenda no município de Santa Cruz (atual Aracruz). Ao observar o interesse do Brasil pela mão de obra europeia, ele decidiu oferecer terras para os imigrantes em troca de trabalho.

Após um longo período de negociações, o Ministério da Agricultura autorizou a Província a firmar contrato com Tabacchi, que por sua vez enviou emissários a Trento (Tirol Italiano) – na época sob o domínio austríaco – para capitanear famílias daquela região e do Vêneto.

Assim, no inicio de janeiro, partia do porto de Gênova o “La Sofia” e inicia a viagem até o porto de Santa Cruz, em direção à propriedade de Tabacchi. Porém, os colonos logo perceberam que foram enganados. Não havia terras preparadas e a situação nos alojamentos era caótica. Por outro lado, os imigrantes obtiveram informações sobre as colônias oficiais, nas quais teriam melhores condições de trabalho e a oportunidade de serem donos dos seus lotes. Surgindo assim as primeira comunidade Trentina no Espirito Santo.

Em 1995, o APEES criou o Projeto “Imigrantes Espírito Santo”, que utiliza o método de cruzamento de dados entre diversas fontes disponíveis. Um dos produtos gerados é o “Registro da Entrada do Imigrante”, um relatório que traz impressas todas as informações indexadas para cada estrangeiro que entrou no Espírito Santo, permitindo ao solicitante conhecer um pouco mais a história dos seus antepassados.

No site www.imigrantes.es.gov.br é possível fazer a pesquisa online para a busca das origens familiares.

 

 

 

 

 

 

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