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Lideranças demonstram ceticismo e desapontamento nas promessas de reestruturação consular no Brasil e na solução para o problema

© Desiderio Peron @ Insieme / Asib

fonte: http://www.insieme.com.br/portal/

Em meio às incertezas, sugestões de protestos diante dos consulados, de cobrança ao senador Pollastri e de pedido de apoio ao senador Pallaro.
 
CURITIBA – PR – Considerada a mais desprovida das circunscrições consulares italianas do Planeta em função da situação em que se encontra frente à demanda que apresenta, Curitiba está fora do primeiro tempo das melhorias anunciadas com alvíssaras pelo senador Edoardo Pollastri ao encaminhar carta recebida do vice-ministro Franco Danieli, que detém a delegação para os italianos no mundo dentro do Ministério das Relações Exteriores. A desolada constatação é do conselheiro do CGIE, Walter Petruzziello, de Curitiba-PR.
 
“Somente numa segunda fase – observa Petruzziello - é que o ministro pensa em Curitiba”, quando está previsto um único “posto aggiuntivo”. Na primeira fase serão criados sete postos na Argentina, seis no Brasil, um no Uruguai e um posto na Venezuela. Nove outros postos serão criados na segunda fase, sem prazo ou tempo definido, para funcionarem junto à rede consular das áreas de Rosário, Córdoba, Mendonza, e Moron, na Argentina; Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre, no Brasil; mais um em Montevidéu e outro em Caracas. Os recursos totais anunciados para a rede consular na América Latina seriam da monta de 32 milhões de euros, e viabilizariam, segundo escreveu Pollastri, a “tão desejada força-tarefa para enfrentar seriamente o endêmico problema dos longos tempos de espera juntos aos consulados, especialmente, e não apenas, para o reconhecimento da cidadania”
 
Ao assegurar que a carta de Danielli a Pollastri não traz novidade alguma (uma informação anterior do próprio ministro era mais completa do que o conteúdo da carta), Petruzziello, que é também suplente de senador, observa em correspondência eletrônica distribuída aos conselheiros do Comites do PR/SC:  “Não tenhamos ilusões. Esta carta já tinha sido divulgada por Danieli com mais detalhes e o Brasil foi relegado a um segundo plano”. Petruzziello contesta assim as informações antes difundidas pelo presidente do Comitês de Curitiba, Gianluca Cantoni, que distribuiu a carta de Pollastri com a observação: “finalmente, uma luz no fundo do túnel”. “De fato – acrescenta Petruzziello – a previsão é que a maior parte dos novos funcionários e contratados temporários fique com a Argentina”.
 
DECEPCIONANTE
Na verdade, imediatamente após o anúncio oficial do vice-ministro Danieli, logo no início do ano, houve decepção entre as principais e mais atentas lideranças da comunidade italiana no Brasil. Um dos primeiros a se manifestar, segundo Insieme conseguiu apurar, foi o também conselheiro do CGIE (aliás, membro da diretoria do órgão), Cláudio Pieroni, de SP. Suas primeiras palavras textuais foram: “como sempre, é decepcionante; depois de todas as declarações e afirmações do vice-ministro, vê-se que nada é concluído, pelo menos não na proporção em que ele declarava na reunião da diretoria do CGIE”. E prossegue: “em outubro de 2006, é 2006 e não 2007, ele anunciou dar especial atenção à situação da demora no reconhecimento (das cidadanias) no Brasil. A Argentina sempre entrou para não dizer que éramos somente nós... Depois os números foram diminuindo, diminuindo, e vemos agora que (a Argentina) recebe mais funcionários que o Brasil, onde o problema é o mais sério (...) De que valem todas as reuniões do CGIE, do Intercomites, etc, a bater no mesmo problema da cidadania?”. 
 
Pieroni sugere protestar: “todos, CGIE, Intercomites, Comitês, todos juntos, imediatamente”. E admoestava seus companheiros: “Se não nos fizermos vivos antes da decisão dos números, depois será tarde demais. Não é possível que o Ministério prometa, prometa, e depois mude as regras do jogo... até quando?”.
 
Ao desabafo de Pieroni reagiu o vice-presidente do Comites de SP, Fábio Porta, para dizer que “os dados estão debaixo dos olhos de todos: a Argentina continua a “fabricar” cidadanias ao ritmo de 2-3 mil por mês; o Uruguai praticamente esgotou o contencioso que tinha graças à eficiência do novo cônsul de Montevidéu; em Caracas, num ano eles passaram de 50 para 100 mil inscritos no Aire... e no Brasil?”
 
Segundo Porta, se os novos recursos não forem canalizados para onde existe o verdadeiro problema, isto é, o Brasil, “a situação não mudará... pelo contrário”, poderá piorar, favorecendo ainda mais nossos “primos sul-americanos”. O momento, segundo Porta, é de união, tendo às mãos o abaixo-assinado com as 22 mil  assinaturas, para esta batalha pela justiça, para evitar aquilo que o primeiro país no mundo em termos de descendentes de italianos seja relegado a um papel secundário e subalterno em matéria de políticas para a Itália e para os italianos no exterior”. Porta deseja que “desta vez prevaleçam inteligência e bom-senso”.
 
Pieroni voltou à carga para concordar com Porta, mas aduziu que “se não fizermos qualquer coisa forte não seremos ouvidos”. E voltou à idéia da manifestação, em todo o Brasil, num mesmo dia, diante dos consulados. “Não serão necessárias milhares de pessoas, bastam 150 ou 200 em São Paulo, 150 em Porto Alegre, 20 ou 30 no Recife, 100 em Curitiba e Belo Horizonte”. O ideal é fazer no mesmo dia e comunicar isso às agências de notícias, sugere Pieroni.
 
EXIGIR RESPOSTA
Para o presidente do Comitês do Recife, Salvador Scalia, “os Italianos do Brasil possuem um representante no Parlamento Italiano, o Senador Edoardo Pollastri. O nosso Senador tem fácil acesso no MAE (Ministério das Relações Exteriores) e ao Vice-Ministro Franco Danieli, aquele que nunca nos responde”.
 
Sugiro – prossegue Scalia – que, na próxima visita do Senador a suas bases, em São Paulo, o Comites de São Paulo (se possível a maioria dos membros) junto com os membros CGIE de São Paulo e mensagens de apoio de todos os Comites, apresentem de modo firme essa situação e exijam uma posição do Senador e do Ministério. Que se façam fotos da reunião e se divulgue uma nota contundente do encontro para divulgação na mídia; todos publicarão”. Scalia diz ainda concordar com Fabio Porta, pois “nós, os representantes, devemos nos unir e exigir respostas”.
 
QUESTÃO POLÍTICA
 Já o conselheiro Walter Petruzziello declarou a Insieme não ter ilusões. “Acho que o atual Governo está sem rumo em relação a situação dos Italianos no Exterior”, disse ele, e que “os parlamentares eleitos para representar os italianos no exterior não tem conseguido respostas ou atuação  por parte do Governo, pois com raríssimas exceções são aliados do Governo e não conseguem enfrentá-lo”.  Segundo Petruzzielo, tais parlamentares “são obrigados a votar a favor de tudo o que o Governo solicita” e prossegue:.”De outro lado, o Senador Pallaro tem conseguido alguma coisa para os italianos no exterior, mas como seria de se esperar, a maior parte vai para a Argentina, seu país de residência”.
 
“Não posso negar – disse ainda a Insieme Petruzziello - a boa vontade do Vice-Ministro e senador Franco Danielli, mas será que ele vai conseguir levar a cabo suas idéias? Acho que neste momento de tamanha dificuldade para o Governo, que talvez nem consiga terminar o mandato, será difícil obter resultado prático para nossas velhas e exaustivas solicitações”.
 
A seus colegas que já vinham debatendo o tema há mais tempo, Petruzziello explicou suas razões em longo arrazoado em que situa inclusive a questão política e faz um confronto entre o senador Edoardo Pollastri e o argentino Pallaro, de quem é suplente. Segundo Petruzzielo, não adianta “ficarmos nos iludindo que o Senador Pollastri vai enfrentar ou ameaçar o  Governo em favor do Brasil se ele foi eleito pela coalização do governo e foi apoiado pelos políticos do governo na questão "Giai". E pergunta: “O que ele (Pollastri) vai dizer no senado? Ou vocês dão alguma coisa para o Brasil ou faço cair o Governo Prodi?”... Enquanto isso, uma pergunta: “Porque Pallaro consegue o quer para a Argentina e nós não obtemos nem sequer uma resposta do Vice-Ministro Danieli?”. Petruzzielo conclui sugerindo uma reunião com o senador Pallaro.
 
Eis, na íntegra, sua posição:: “Procurei não interferir nesta discussão, para  não parecer que o faria  apenas por questão política, mas diante das opiniões e das manifestações que tenho lido, não posso ficar "em cima do muro" e, neste caso, me permito fazer algumas considerações, sem que isto tenha, absolutamente, intenção de ofender ou fazer qualquer critica  às pessoas citadas, mas é apenas uma minha "visão dos fatos":
 
n a - O Senador Pollastri  foi "eleito"  para uma das nossas vagas (sem entrar no mérito da questão Giai) pela coalização que acabou formando o atual governo;
 
n b - o Senador Pallaro foi eleito para ocupar a outra vaga por uma lista considerada "independente" e da qual hoje sou o primeiro não eleito;
 
n c- pelas contingências eleitorais o Senador Pallaro acabou sendo o fiel da balança para possibilitar a formação do atual governo (pela mínima diferença entre as coalizões no Senado, inclusive com vitória da atual oposição em território italiano);
 
n d - Após a formação do Governo, (é do conhecimento geral e inclusive a imprensa italiana tem dado grande destaque) que o senador Pallaro tem votado com o Governo em troca de "atendimento" aos seus "pedidos" em favor da  Argentina e tem conseguido muitos benefícios, inclusive se pode verificar pela própria distribuição que o Vice-Ministro Danieli acabou de fazer na reestruturação da rede consular.
 
O que eu quero dizer com isso é que o único que tem poder para "exigir " alguma coisa ou enfrentar o  Governo é o Senador Pallaro. Então porque ficarmos nos iludindo que o Senador Pollastri vai enfrentar ou ameaçar o  Governo em favor do Brasil se ele foi eleito pela coalização do governo e foi apoiado pelos políticos do governo na questão "Giai" ? O que ele vai dizer no senado? Ou vocês dão alguma coisa para o Brasil ou faço cair o Governo Prodi?
 
A pergunta que não quer calar é : Porque Pallaro consegue o quer para a Argentina e nós não obtemos nem sequer uma resposta do Vice-Ministro Danieli?
 
Tirem vocês as conclusões que quiserem. A verdade para mim é uma só ou fazemos uma reunião com Pallaro (será que ele esqueceu que a "nossa" lista foi a mais votada no Brasil?) e ele nos ajuda (afinal todos foram eleitos pela América do Sul) ou vamos ficar choramingando pelos cantos.
 
Da parte minha tenho feito o possível mas as vezes as forças vão se esvaindo, embora por obrigação não possa esmorecer jamais. O que posso fazer? Que tal "tentar" agendar uma reunião com Pallaro e exigir dele alguma contra partida pelo votos obtidos no Brasil?

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